Thaliana, de 15 anos, é convocada para a Seleção Brasileira Sub-18.
Quando Laura Rosa, 15 anos, do Basquete Thalia, faz um arremesso ela está em busca de vários objetivos. O mais evidente é conseguir dois ou três pontos que o regulamento da modalidade permite. Ganhar o jogo e comemorar com o time vêm logo em seguida. Mas a jovem atleta olha além da cesta presa à tabela. Para ela, fazer a bola passar pelo aro é um caminho para alcançar a seleção paranaense, a seleção brasileira, viajar e conhecer pessoas, culturas e países… ou para conquistar uma bolsa de estudos em uma universidade conceituada dos Estados Unidos ou da Europa e, talvez, jogar em uma equipe de renome mundial. Laura sabe que cada bola lançada é um arremesso para o futuro.



Os sonhos vão se materializando enquanto as bolas percorrem o espaço entre as mãos da jogadora e a cesta. Neste início de junho, Laura recebeu convocação para a Seleção Brasileira. Com 15 anos, ela foi chamada para a equipe Sub-18 que representará o Brasil em uma competição, na China, marcada para a segunda quinzena deste mês. É a sua segunda convocação. Em 2024, foi uma das escolhidas para o selecionado nacional Sub-15.

Laura na sua primeira convocação
Transformar arremessos em um futuro de sucesso, no entanto, depende de muito esforço e dedicação. “O que me deixa mais feliz, no momento, é que a convocação é consequência do meu esforço pessoal”, disse Laura à Maria Carolina Rosa, mãe da atleta.
DESCOBERTA – Os treinos começaram durante o período da pandemia do coronavírus. Por decisão familiar, Laura precisava de atividades. Veio o convite de uma amiga que já jogava basquete. E lá foi ela sem nenhuma pretensão além de movimentar-se em um momento em que o mundo estava praticamente paralisado. “O desenvolvimento dela foi muito rápido e pessoas ligadas ao basquete perceberam que ali havia um diferencial. Foi quando passamos a apoiá-la ainda mais”, contou a mãe. A atleta ganhou treinos personalizados, além do calendário que cumpre na Thalia com a equipe. “É quando ela recebe orientações específicas para melhorar a sua performance nos detalhes. É um reforço”, explicou Carol.
PROJETO – O dia a dia de Laura é repleto de compromissos que fazem parte de um grande projeto. Ela cursa o ensino médio em período integral, em inglês, em uma escola com método High School aceito nos Estados Unidos e no Brasil. Para 2027, uma das metas é a certificação nos testes de proficiência em língua inglesa. São passos em direção ao acesso a uma universidade norte-americana ou a algumas europeias. Tem ainda os treinos na Thalia que ela faz com pontualidade absoluta e as sessões individuais, no basquete, uma vez por semana, além das viagens e dos jogos.
O interesse, agora, é buscar uma vaga em uma universidade fora do país e continuar jogando. O basquete pode auxiliar Laura Rosa a ser aceita em uma universidade, a ganhar uma bolsa de estudos ou, até, na construção de uma carreira profissional como atleta. “Que o esporte seja uma porta”, completou Maria Carolina.