Atleta da Thalia sempre jogou em categorias acima da sua e, hoje, aos 14 anos, é convocado para ‘camps’ de observação promovidos pela Confederação Brasileira de Basquete.
A semana parece ser maior para Henrique Valim. Ele mantém uma rotina intensa, com 15 horas semanais de treinos, mais duas horas de treinos personalizados, as atividades do oitavo ano do Ensino Fundamental e mais quatro horas de Inglês. “Passo os dias ocupados, vejo minha família só à noite e nos fins de semana”, conta.
O grande número de compromissos, no entanto, não o preocupa, afinal, o motivo principal para essa movimentação constante é o seu maior sonho. “É o que eu mais gosto de fazer. Quero ser jogador profissional de Basquete. Daqui a uns oito anos, me vejo fora do país em uma equipe dos Estados Unidos ou da Europa”, projeta.

Todo esse esforço já apresenta os primeiros resultados. Neste ano, Henrique foi convocado duas vezes para participar de ‘camps’ organizados pela Confederação Brasileira de Basquete para a observação de atletas com grande potencial. “Henrique sempre foi destaque na Thalia, desse quando atuava na equipe Sub-12. Mesmo mais novo, jogava com frequência em categorias acima. Neste ano, participou do Campeonato Brasileiro Interclubes Sub-15 e mostrou grande potencial: é versátil, completo e tem um bom arremesso”, afirma o técnico de Basquete da Thalia, Léo Proetti. Henrique integra a equipe que acumula títulos e tem uma longa série invicta em campeonatos estaduais.
CONVOCAÇÕES – No primeiro ‘camp’ para o qual foi chamado, em abril, participaram exclusivamente atletas do Paraná. Já no segundo, em agosto, em Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo, a convocação foi de jogadores de todo o País. Em cada oportunidade, foram três dias de muito treinamento. “Todas as atividades eram realizadas no mesmo local, com treinos pela manhã e pela tarde e uma avaliação física. Foi muito bom participar. Treinei com uma galera mais velha e joguei com alguns que não conhecia, o que é muito bom para melhorar a técnica”, explica Henrique.
Sobre convocações para a disputa de campeonatos pela Seleção Brasileira, essa será uma meta a partir do ano que vem. “Este ano, não acredito, pois estou com idade um ano abaixo. Os treinamentos deste ano, na verdade valem para 2027. Então, espero algo para o ano que vem”, confessa o jogador.
Sua primeira ‘convocação’, no entanto, aconteceu há alguns anos quando estudava no Colégio Marista Santa Maria. “O técnico do Colégio também trabalhava Sociedade. Ele me viu jogar, aos onze anos de idade, e me convidou para vir treinar e jogar aqui”, revela. Se este movimento teve a mão do destino, não é possível afirmar, mas ter aceito aquele convite abriu as portas para uma nova etapa da sua vida. Hoje, a sensação é de que os primeiros degraus já foram superados. “Henrique ainda é jovem, tem muito a evoluir e está no caminho certo. O grupo da Thalia teve um papel muito importante na trajetória dele, com a disputa de muitas finais e a conquista de grandes resultados.”, completa Léo Proetti.
Texto: Nelson Martins.